Empurrando ou desfrutando a vida?

Publicado em 09/10/2019 - autor: Carlos Alberto Debastiani

Não é difícil imaginar as dificuldades e o grau de insegurança em que vive a maioria da população brasileira, assolada pelos imensos problemas sociais e econômicos que vem enfrentando no Brasil do século XXI. A alta carga de impostos e o elevado custo de vida são um peso constante sobre os ombros da maioria dos brasileiros, que vive uma situação financeira instável e, por vezes, mal planejada, o que faz com que permaneçam mais empurrando a vida do que desfrutando dela.

Essa realidade não é um retrato exclusivo do Brasil, mas está presente também em outros países, até mesmo nos mais desenvolvidos. Robert T. Kiyosaki, em seu livro "Independência financeira", editado no Brasil em 2001, afirma que “o americano médio está a menos de três contracheques da completa falência”.

No Brasil, a situação não é diferente. Uma pesquisa sobre orçamento doméstico, realizada pelo IBGE, revelou que 85% das famílias brasileiras gastam mais do que ganham no decorrer do mês. Isso ocorre porque as pessoas não conseguem administrar de forma adequada suas finanças, por não terem adquirido conhecimento e disciplina suficiente para utilizar bem o dinheiro que ganham e criar uma reserva de capital que possa proporcionar-lhes um pouco mais do que apenas "o pão de cada dia", impedindo que venham a se atolar num pegajoso mar de dívidas.

A classe média brasileira é a mais fragilizada diante dessa realidade, pois está mais exposta aos efeitos danosos dessa dura realidade, além de ser o alvo preferido da prática predatória de concessão de crédito, que vem crescendo nas últimas décadas, minando seu poder aquisitivo sob a forma enganosa da antecipação de seus desejos. Por ter noção de que não é exatamente pobre, a classe média costuma se esquecer de que também não é exatamente rica, o que a leva a ter aspirações muito acima de sua real disponibilidade financeira.

Esse talvez seja o ponto crucial para alcançar o equilíbrio: identificar e entender qual é o seu nível de disponibilidade financeira, adequando seu estilo de vida e seus hábitos de consumo à ele. O passo seguinte é o estudo das possibilidades e oportunidades para ampliar a sua capacidade de gerar renda e, consequentemente, mais disponibilidade financeira.

Somente dessa forma essa sofrida classe social terá condições de passar do “empurrar a vida” para o “desfrutar a vida”, encontrando um terreno confortável e seguro, no qual possa firmar seus pés e sua vida financeira.



Esse tema, e muitos outros, são abordados no livro "Pare de Viver na Corda Bamba"





Comentários:

Claudio Marques
Publicado em: 27/05/2020 - 21:21
Muito bom o artigo!



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